Acidente por choque elétrico: triste realidade do Brasil

Acidente por choque elétrico: triste realidade do Brasil

A descoberta da energia elétrica foi um dos momentos mais cruciais para o desenvolvimento da humanidade. É praticamente impossível realizar as atividades atuais do dia a dia sem energia elétrica. Mas, mesmo sendo indispensável, a eletricidade vem causando sérios acidentes em casas brasileiras, como é o caso do choque elétrico.

Infelizmente, casos de choques elétricos são uma triste realidade e cada vez mais comum no Brasil, com os acidentes representando um perigo real, escondido e, por vezes, fatal.

Para evitar essa realidade nada agradável do país, ações preventivas devem ser adotadas, evitando problemas futuros, além de, claro, deixar toda a família e patrimônios muito mais seguros.

Mortes por choque elétrico: tristes estatísticas no Brasil

De acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2020 (ano-base 2019) produzido pela Abracopel, única entidade a levantar estatísticas sobre acidentes com eletricidade no país, houve 909 registros de choque elétrico no Brasil em 2019, sendo que 697 brasileiros perderam a vida.

Desses acidentes fatais, a região Nordeste continua sendo, pelo quarto ano consecutivo, a que mais registra casos no Brasil, com 41% do total, seguida pela região Sudeste, com 20% dos acidentes fatais. Em seguida, vem a região Sul, com 16% das mortes. As regiões Norte e Centro-Oeste estão praticamente empatadas, como 11% e 12% dos acidentes fatais, respectivamente.

Fonte: Abracopel

Ainda de acordo com o anuário da Abracopel, os ambientes familiares mantiveram-se na liderança no número de mortes por choque elétrico, com 228 registros e isso prova, mais uma vez, a situação preocupante das residências brasileiras, sendo que apenas 29% delas possuem projeto elétrico e pouco mais de 50% das moradias contam com condutor de proteção (fio terra) instalado.

Segundo o anuário, adultos com idade entre 31 e 40 anos ainda são as principais vítimas de choques elétricos, com 195 mortes em 2019. Mas as mortes de bebês e crianças assustam ainda mais. Ao todo, 42 bebês e crianças, com idades entre 0 e 10 anos, perderam a vida.

Principais causas de acidentes por choque elétrico

Vários são os motivos para a ocorrência de acidentes por choque elétrico, mas a má qualidade de instalações elétricas continua sendo o principal problema. Ainda é comum vermos muitas instalações elétricas feitas de maneira amadora, com baixíssima qualidade e sem qualquer cuidado que evite choques elétricos e demais problemas.

Nas instalações de muitas residências ainda é recorrente haver fios desencapados, que esquentam facilmente e não suportam a demanda elétrica de vários eletrônicos ligados ao mesmo tempo, conhecidos popularmente como “gambiarras”.

Assim, em resumo, as causas de acidentes causados por choque elétrico dentro de residências são:

- Instalações mal projetadas e/ou mal dimensionadas;

- Falta de aterramento ou aterramento inadequado;

- Utilização de equipamentos elétricos danificados;

- Ligações inadequadas, sem a utilização de plugues e tomadas;

- Utilização de materiais de baixa qualidade.

Além disso, a falta de conscientização da população sobre os riscos iminentes que a rede elétrica pode trazer costuma ser outro problema recorrente que precisa ser reduzido.

Prevenir será melhor que remediar

O choque elétrico — de baixa, média ou alta intensidade — é prejudicial ao ser humano, podendo ocasionar desde um desmaio até levar a pessoa à morte.

Por isso, melhor do que ser omisso e “esperar” que o acidente ocorra, é necessário agir e tomar algumas medidas como ações preventivas, evitando problemas mais sérios no futuro.

A primeira ação preventiva para uma obra a ser construída é a realização de um projeto elétrico bem dimensionado, com a representação gráfica de todas as futuras instalações elétricas de uma residência. A execução dele deve estar de acordo com a NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão).

Em casas já finalizadas, a manutenção periódica é a ação preventiva ideal. Quando feita por profissionais capacitados, essa medida pode detectar superaquecimentos e problemas ocultos, permitindo a correção deles.

Vale lembrar também que, mesmo que o sistema esteja correto e bem projetado, as peças e cabos tendem a desgastar-se ao longo do tempo, exigindo, por vezes, a substituição para que não ocorram curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos. A sugestão é realizar a revisão a cada dez anos.

Além do projeto elétrico e da manutenção periódica, outras recomendações para evitar o choque elétrico são importantes, como:

1. Instalar o fio terra e os DRs (dispositivos diferenciais residuais);

2. Usar protetores de tomadas, que protegem crianças de choques;

3. Substituir as tomadas de dois pinos (antigas) por tomadas do novo padrão com três pinos. Estas são muito mais seguras;

4. Desligar o disjuntor no quadro de distribuição antes de qualquer serviço que envolva o contato com a eletricidade em casa;

5. Evitar o uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos em locais úmidos;

6. Sempre desligar o chuveiro antes de trocar a chave da temperatura;

7. Evitar o uso permanente de benjamins, extensões e Ts, preferindo a instalação de novas tomadas;

8. Chamar sempre um profissional qualificado para realizar serviços elétricos no imóvel.

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